E seguindo com as novidades do último SPFW 2017, em que pude participar de três dias desta semana de moda (do primeiro, do segundo e do último dia do evento), ficou a impressão que este inverno será mais sóbrio e sofisticado que os anteriores e que o resgate de ideias de outras décadas trouxe à tona muita coisa aproveitável e divertida, que dialogam entre si.

SPFW 2017

É o caso dos exageros da década de 1980, do brilho da década de 1970 e do visual dark ou displicente da década de 1990. Não se trata apenas de resgatar tendências que já foram sucesso, mas de ressignificá-las de modo único. E foi justamente o que pude constatar no evento.

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A Revista Glamour continuou com seu box interativo em que os participantes podiam entrar para se tornarem capas de revista, e novamente registrei este momento – afinal, quem nunca sonhou em fazer capa de revista?

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A Revista Elle também interagiu com seu público criando fotos personalizadas de capas, como você pode conferir a seguir. É uma forma de criar engajamento entre os participantes.

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Ratier – Uma coleção dark

O primeiro desfile do dia foi o da Ratier, que trouxe para a passarela uma coleção dark, com umas peças mais iluminadas e destacadas. O cenário, assim como toda a coleção, foi inspirado no universo dos vampiros, da era gótica e penumbrosa, fria e misteriosa.

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A alfaiataria deu o tom sóbrio e alinhado às peças, mas também podemos perceber uma pegada street style bem forte, com muito conforto para o dia a dia.

A marca ainda apostou do jacquard, rendas, franjas que dão um toque gipsy sofisticado e intencional – até mesmo o release tinha esta pegada meio século XIX, dramática e misteriosa. Uma linda apresentação!

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A. Niemeyer – Minimalismo envolvente

Fernanda Niemeyer e Renata Alhadeff, que assinam a A. Niemeyer, criaram uma coleção com muito branco, uma cor de destaque na moda para as estações mais frias do ano. Toda a proposta, como as estilistas disseram, era garantir a simplicidade, conforto e sofisticação.

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Além do branco, outras cores também tiveram destaque na sua coleção: azul, terracota e militar. Lá e crochê foram as texturas mais exploradas, com tecidos produzidos no Peru.

Reserva – Despojamento e vendas digitais

Toda uma atmosfera de bar foi criada para apresentar uma coleção despojada e confortável, proposta da Reserva para este SPFW 2017. Haviam ainda telas com o site do e-commerce aberto, para indicar como é fácil adquirir e usar as peças da marca.

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Em geral, a coleção contempla o conforto de peças oversized, do street style, de cores como verde-militar, cáqui, azul marinho, preto e vermelho. O desfile foi bem interativo e diferenciado.

Amapô – Bom humor e liberdade

As estilistas Carolina Gold e Pitty Taliani, que assinam a Amapô, são conhecidas pela narrativa livre e por não seguir regras quanto à produção das coleções – e isso pudemos ver no evento, com este desfile bem-humorado, alegre e descontraído.

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O universo circense inspirou a apresentação e a coleção, que destacou peças amplas e tridimensionais, formas recortadas, tramadas, calças e macacões jeans que imitam as roupas de palhaço.

LAB – João Pimenta

Com direção criativa de João Pimenta, a LAB trouxe como destaque peças confortáveis e cheias de detalhes, bem street style, para o público jovem, mas que resgata a vanguarda do samba e mistura com elementos do rap, indicando um estilo moderno e clássico ao mesmo tempo, da alfaiataria dos sambistas de década de 1960 e 1970 à contestação atual com os temas políticos, que vemos nos movimentos artísticos de rua.

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Jaquetas, calças, macacões, sobretudos, camisas confortáveis e peças para um guarda-roupa de inverno funcional, moderno e clássico ao mesmo tempo.

Veja também: SPFW 2017 – 1º DIA – CONFIRA TODAS AS TENDÊNCIAS PARA O OUTONO/INVERNO 2017

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Imagens: Pinterest/Paty.

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