Mais que um dia para ser lembrado com carinho e homenagens, o Dia Internacional da Mulher, em 08 de março, traz uma oportunidade para cada mulher refletir sobre si mesma. Além dos clichês, que faz com que haja muitas vezes pouca profundidade neste dia tão importante, é um momento de também de reflexão por parte da sociedade como um todo – homens, poderes públicos, etc. Neste artigo, vamos refletir sobre 5 perspectivas sobre o universo feminino e suas complexidades – o artigo foi publicado originalmente na Folha de Alphaville.

1) O que você faz para que haja justiça para as mulheres no Brasil e no mundo?

Garantir que haja uma vida digna e justa para todos deve ser compromisso de cada um. Em um país em que o recorde está em a cada 2 segundos uma mulher ser agredida física ou verbalmente, ou seja, ser vítima de algum tipo de violência do Brasil, qual a parte que lhe cabe? Se você vive na mesma sociedade em que isso ocorre, este não é um problema restrito à vítima: é um problema seu, mesmo que jamais tenha praticado ou recebido uma agressão.

A agressão está também nos salários abaixo da média, na perda de direitos, na falta de oportunidades, na falta de políticas públicas que garantem a ascensão e cidadania da mulher brasileira, na falta de acesso seguro e em tantas outras pautas que não podem passar indiferentes a ninguém que deseja uma sociedade mais justa. A mulher nunca foi frágil, como garante os dizeres antiquados. Mas precisa de atenção quando é um grupo de risco.

2) Quem é você enquanto mulher?

A pergunta parece muito simples, mas não é. Não se trata de refletir apenas sobre todos os seus papéis sociais: esposa, mãe, profissional, etc., mas de compreender a formação da mulher dos primórdios a era contemporânea, dos desafios, lutas, insurreições e de uma força feminina que muitos tentaram calar, mas não conseguem – e que também está em você.

mês da mulherPor ser mulher, você faz parte de um grupo e possui um legado. Que tal explorar mais a sua história sobre a perspectiva feminina? Que tal descobrir nuances ainda desconhecidas deste universo complexo que você compartilha com outras mulheres ao longo da história?

3) Qual é o seu legado?

Se você compartilha uma herança com outras mulheres, se há uma história complexa que cabe também a você, o que irá deixar para o mundo? Qual a sua contribuição? Pode ser um feito reconhecido por todos ou pequenas atitudes que ajudam a valorizar a posição da mulher (e a si mesma) na sociedade, ou apenas contribuir para um mundo mais igualitário e justo, seja através da sua profissão, da arte, do posicionamento social, pela maternidade e criação dos seus filhos, etc. O Dia Internacional da Mulher coloca em perspectiva o que cada uma de nós faz de positivo por outras mulheres, e também, pelo mundo como um todo.

4) Como ser uma mulher melhor?

Este questionamento deve ser feito por todo indivíduo. Mas como o foco é refletir sobre a importância da mulher em sociedade, cabe ainda pensar como podemos ser melhores. Não melhores umas em relação às outras, como supõem um tipo de ideologia cada vez mais ultrapassada, mas melhores naquilo que podemos ser. Não há limites! Existem questões bem subjetivas aqui, sobre o que considera ser melhor para si e para outras mulheres. Há tempos que o desenvolvimento humano ganhou destaque na sociedade, e precisamos com que cada vez mais as pessoas questionem-se e encontre soluções para o seu aprimoramento e dos demais.

Todos os dias você tem uma nova chance para fazer mais e melhor por si, e isso se refletirá no seu meio. Ao fazer apenas 1%, você já transforma a sua vida. E ter atitudes que a valorizem enquanto mulher contribui para que outras mulheres aprendam ou ganhem visibilidade. Saber mais sobre si e como se superar em todos os sentidos, compartilhar ideias e aprendizados com as outras pessoas (especialmente com outras mulheres), acolher quem você é (independentemente dos desafios e contingências), evitar críticas e julgamentos, desenvolver projetos que envolvam a diversidade são exemplos de como fazer o seu contexto se desenvolver, mudando, acima de tudo, a si mesma.

5) Qual é o seu lugar, mulher?

Esta resposta é fácil: é em todo lugar! Mas isso pode significar ter que lutar, aprender a ter visibilidade, aprender novos caminhos para que seus sonhos se realizem, em uma sociedade que continua em descompasso com o que é justo. Tenho certeza de que força, destreza e perseverança para continuar lutando e acreditando em seus sonhos você tem – e se você mesma ainda não descobriu-se capaz, busque mais o seu autoconhecimento. Lute ainda para que outras mulheres também tenham estas condições.

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